Índia do Boi Pirilampo denuncia que foi obrigada a tirar roupa no meio da rua em São Luís
A violência contra as mulheres representa uma das principais forma de violação contra os direitos humanos. Pois, além de contribuir para a desigualdade de gênero, afeta diretamente direitos considerados fundamentais, como o direito à vida, o direito a saúde, e a integridade física.

A principal Lei Nacional no enfrentamento a essa violência é a Lei nº 11.340/2006, também conhecida como a Lei Maria da Penha, sendo considerada a abordagem jurídica brasileira na luta contra a violência baseada no gênero.

Pensando nesse contexto de equidade relatamos um ato de violência moral, comportamento e pratica ditatorial e antidemocrático, ocasionada pelo machista, misógino e opressor presidente da brincadeira junina Boi Pirilampo – Renato Dionísio, que na manhã de sábado, 02 de julho, no arraial da Km Engenharia em São Luís, constrangeu a enfermeira e índia do referido boi, Aline Diniz, ordenando e confrontando a jovem a devolver a roupa do boi.
“Eu fiquei em prantos chorando tentando entender o porquê de estar sendo tão humilhada? Eu só fazia o que mais amava que é dançar no boi, quem me conhece sabe o quanto eu sonhei em ser índia e como eu era feliz dançando. Eu nunca deixei de ir em nenhuma apresentação…Eu amava tudo isso, cantava cada música, gritava mesmo faltando voz e esse sujeito conseguiu fazer todo meu amor pelo Pirilampo, pelo Bumba Meu Boi se transformar em uma lembrança de humilhação, desrespeito que espero nunca passar novamente” Declarou a enfermeira.

Alinne Diniz, conta que estava saindo do Arraial porque a última apresentação do boi atrasou na noite de sexta-feira, 1º, e ela acompanharia sua irmã que também é índia numa outra agremiação. A jovem, informou que foi nesse momento que sofreu a humilhação pelo presidente do Boi Pirilampo.

Procurados pelo Blog, a mãe que é muito católica, a Assistente Social Elialda Diniz e o Empresário Washington Diniz, disseram que a filha não nasceu do Espírito Santo, mas vivem com o Espírito Santo. “Somos tementes a Deus! E o constrangimento imposto por esse Senhor, Não ficará impunes ao Julgamento de Deus.”

“Estava na última apresentação da noite na Km Engenharia, quando minha irmã veio me buscar já era mais de meia noite, nossa apresentação era pra iniciar às 23h porém por conta da chuva atrasou…Ao sair fui confrontada por Renato…Quando estávamos entrando no carro Renato me confrontou novamente pedindo a roupa que era do boi e que ele não me queria mais na brincadeira… Tentei dialogar e entender o porquê de tanto autoritarismo e radicalismo porém o mesmo insistiu… E sim, eu tirei a roupa do boi, fique despida em plena via pública!”
MAIS, AFINAL QUAIS SÃO AS IMPLICAÇÕES DA LEI MARIA DA PENHA NESSE CASO?
A Lei Maria da Penha introduz profundas inovações jurídicas na legislação nacional em relação a violência contra a mulher. A violência contra as mulheres passa a ser definida como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico e dano moral ou patrimonial as mulheres.
Esse caso, especifico, trata-se de um assunto complexo e delicado que engloba elementos históricos e culturais que influenciam no comportamento social e, muitas vezes, naturalizam práticas nocivas ao princípio da dignidade humana, como a violência e a discriminação das mulheres.
“Eu e minha família não vamos nos calar, queremos justiça! Enfatizou a enfermeira.
Em solidariedade, a Alline Diniz, só nos resta dizer que cabe a nós, cidadãos e cidadãs, denunciar toda e qualquer situação de violência contra as mulheres e exigir do Poder Público que essas políticas sejam de fato efetivadas, a fim de construir uma cultura de não relativização desse tipo de crime.

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