POR: FÁBIO CÂMARA

Há manchetes que são um verdadeiro “tapa na cara” dessa nossa sociedade hipócrita, preconceituosa e má! Esse post é um primeiro “tapa na cara” em razão de que trata-se de um jovem, abastado, branco, com diploma acadêmico de 3º grau e, pasmem, na área do direito! O advogado do ramo previdenciário, Dalton Arruda foi preso após invadir a casa da ex-mulher, no bairro do Calhau.


Segundo informações, o advogado descumpriu uma medida protetiva que determinava o distanciamento obrigatório, solicitada pela ex-companheira. Dalton arrombou o portão da residência com o seu veículo durante a madrugada e conseguiu ter acesso à residência, onde teria agredido a mulher. Notem! Esse episódio medieval acontece em pleno século 21 e no Calhau e não numa comunidade “da periferia”!


Mas, como “miséria pouca é bobagem”, um só “tapa na cara”, é pouco! Que tal “oferecer a outra face”? Nada a ver com o princípio cristão! NÃO! Tratarei de mostrar um “outro tapa na cara” dos mais vulneráveis como MULHERES, CRIANÇAS, IDOSOS, POBRES E PRETAS E PRETOS!

Quantas matérias você já viu, ouviu e ou leu sobre o recrudescimento da COVID-19 na Europa? Provavelmente, bem mais que 1(uma)! E sobre a situação da mesma pandemia na África? Alguém…? Alguma…? Onde…? Quantas…? E sabe o que é que passa desapercebido, mesmo estando pintado de VERMELHO SANGUE e gritando aos quatro ventos?

É o fato que na África milhares seguem morrendo todos os dias de desnutrição, de doenças oriundas de picadas de mosquitos, de EBOLA e de CORONAVÍRUS.

No tocante a essa última causa, africanos morrem porque NÃO TÊM VACINAS! Europeus e muitos Americanos, porém, estão morrendo porque NÃO QUEREM TOMAR AS VACINAS QUE TÊM! Que paradoxo miserável!

Baseados nos números frios, há até quem diga que o número de contaminados e mortos por COVID-19 no continente africano é menor que nos demais! Eu recomendo a leitura de uma matéria da BBC sobre esse aparente fato – bbc.in/3qRUnbp


E, como canta Lulu santos: “Assim caminha a humanidade…” Ou não! Será que não estacionamos nas nossas desumanidades?

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