Governador maranhense foi contra projeto nas redes sociais, tentou influenciar parlamentares e trocou deputado que votou a favor da lei que aumenta benefício.

Líder de um dos estados mais miseráveis do país, o governador Flávio Dino (PSB) articulou para barrar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Auxílio Brasil (novo Bolsa Família). Apesar dos esforços do governador maranhense para impedir o aumento do benefício para R$ 400, o projeto foi aprovado na Câmara de Deputados na noite de ontem (9).

PRESSÃO E MUDANÇA

As manobras de Flávio Dino começaram com a interferência direta na bancada de deputados federais maranhenses. O comunista Márcio Jerry, que ocupa a secretaria de Cidades no governo, foi exonerado do cargo para voltar ao posto de deputado federal. A vaga era ocupada por Gastão Vieira (PROS), que assumiu o posto com a nomeação de Jerry para o governo e havia votado a favor do Bolsa Família de R$ 400 na primeira votação (propostas de emenda constitucional precisam ser aprovadas em dois turnos).

Após a substituição de Gastão por Jerry, Flávio Dino chamou outros deputados e pediu a eles que mudassem o voto. Por fim, Flávio Dino militou diretamente nas redes sociais contra a aprovação do projeto. A tentativa de virar o jogo na bancada maranhense foi nula. A proposta obteve a mesma quantidade de votos na noite de ontem que recebeu no 1º turno: 12 votos.

INCOERÊNCIA

A atitude do governador evidencia a desfaçatez do governador na política e o desprezo pelo bem-estar da população do estado.

Dino usou como pretexto para se manter contra a proposta a desculpa de que o Governo Federal deveria pagar suas dívidas. Acontece que em 2018 o governador editou um decreto em que proibia secretários de pagarem dívidas mediante decisões judiciais.

renda per capita no Maranhão é a pior do país. O último levantamento do IBGE afirma que a renda média no estado é de R$ 598,8. Com o novo auxílio, essa realidade poderia ser amortecida, uma vez que a PEC dos precatórios direcionava o pagamento de dívidas judiciais, chamadas de precatórios) para o pagamento do novo Bolsa Família.

Grande parte destes precatórios estão nas mãos de banqueiros e grandes escritórios de advocacia. Ou seja: entre melhorar a assistência social do Governo Federal aos mais carentes e pagar dívidas milionárias com grandes empresas, o governador do Maranhão prefere a segunda opção.

Por; Linhares

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