Por: FÁBIO CÂMARA
Em 1972, como o patrocínio da ONU – Organização das Nações Unidas – acontecia na Suécia, cidade de Estocolmo, a primeira conferência mundial voltada para a discussão e definição de parâmetros globais a serem observados no contexto das questões ambientais e dos seus impactos sobre as vidas no planeta e sobre a economia mundial.


Vinte anos depois, o Brasil sedia a RIO-92, e o mundo avança ainda mais no tocante às preocupações com o meio ambiente, com o desenvolvimento sustentável e com a necessidade de os governos mundiais fixarem e atingirem metas de redução de ações poluidoras que comprometessem o equilíbrio dos diversos biomas naturais afetando não só a economia como também e principalmente ao solo e subsolo, as águas, o ar, a camada de ozônio, os vegetais, os animais e os seres humanos.


Em 1997, no Japão, o Tratado de Kyoto afirmava em definitivo protocolos internacionais assinados em compromisso dos gestores e gestoras do mundo com as reduções de índices deletérios ao meio ambiente afetadores diretos e indiretos da elevação climática planetária e conceitos como “sequestro de carbono” e “crédito de carbono” são incorporados ao discurso ambiental mundial para assinalarem riscos e soluções a um problema que afeta a todo o nosso planeta!

O aquecimento global, a elevação dos níveis dos oceanos, o aumento significativo e catastrófico de convulsões naturais tais como secas e incêndios, chuvas e enchentes e tudo isso resultando em drástica redução óbvia da produção de alimentos, são consequência a serem combatidas e que necessitam integrar a ordem do dia de quem enxerga o planeta de modo holístico!


E em 2016, pasmem, quando eu foi candidato a prefeito de São Luís, ao trazer para o debate a questão do “sequestro de carbono” como uma necessidade ambiental e como uma via geradora de renda além de promotora da sustentabilidade, fui “ridicularizado” por alguns! Trata-se de um mercado de mais de 50 BILHÕES DE DÓLARES e em franca ascensão!


Pois é! Estamos em 2021 e O Papa Francisco que publicou a Encíclica Verde (Laudato Si – 2015) é uma referência mundial na defesa da ecologia numa perspectiva que extrapola os arraiais da fé e chama todos os filhos e filhas de Deus a um cuidado consciente para com A NOSSA CASA COMUM, A MÃE TERRA – https://bit.ly/3EDBn4N!
Em paralelo ao poder canônico, Joe Biden, representante do maior poder político do planeta Terra, também reassume o protagonismo das lutas em favor da ecologia, do meio ambiente, do compromisso com as reduções dos índices de poluição causadores da elevação climática e a agenda pautada na sustentabilidade volta com força total!


E nós, São Luís?


E nós, Maranhão?


Nesse dia 21 de setembro, dia da árvore, seguiremos ridicularizando quem entende que ter um plano de plantio e manejo da arborização da Capital do Estado é fator de saúde, de desenvolvimento sustentável e de promoção econômica – https://bit.ly/3CwZaRZ – ou nos renderemos ao fato de que, nessa linha do tempo, precisamos avançar para além do mero criticar o governo federal pelas queimadas propondo e efetivando ações como, por exemplo, criar um banco de monitoramento e compensação de créditos de carbono no Maranhão ou MATOPIBA ou ainda criar o plano de incentivos para a adoção de árvores para o reflorestamento das matas ciliares dos nossos rios e parques vinculando as aquisições de todo veículo motorizado ao plantio e cuidado regular de uma árvore? Ficam as dicas!


Eu não era o dono da verdade lá no passado em 2016! Eu sigo não sendo dono da verdade no presente, agora em 2021! Porém, baseado no entendimento que eu tenho de que um bom gestor público precisa ser alguém que tenha a capacidade de projetar-se e projetar seus horizontes para além do seu espaço e tempo, afirmo que todos nós só teremos um futuro para chamar de nosso e dos que nos sucederão, se aprendermos as lições expostas na linha do tempo!


Que as sementes simbólicas plantadas na figura de boas ideias, nesse dia da árvore real, como esta, OXIGENE a nossa caminhada rumo à sustentabilidade!

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