Por: Fábio Câmara

Enfim, o nosso primeiro ouro olímpico pintou em Tóquio: Ítalo Ferreira é ouro no surf!


Os esportes têm o condão de nos ensinarem muitas e grandes lições! O mundo inteiro sabe que o Brasil é o país do futebol. Mas, você sabia que nós levamos décadas para conquistarmos o nosso primeiro ouro em campo, feito que só aconteceu em 2016?

Pois é! O Futebol, bola em torno de quem giram bilhões, é um tipo de sol dos esportes, cujo brilho dourado nem mesmo o rei Pelé conquistou. E olha que o futebol, hoje na realeza, já teve seus dias de marginalização!

Porém, a ressaltar aqui, é o fato de que, esportes considerados “marginais”, como o skate, que chegou a ser legalmente proibido em São Paulo e em outras cidades do Brasil e o surf, sempre associado a “malandragem” ou passatempo de desocupados, já na estreia, põem o Brasil no topo do mundo!

E tem mais lições aí! A mídia nacional e internacional apostava mais no Medina que no Ferreira, assim como Pâmela Rosa e Letícia Bufoni eram favoritas em relação a nossa Rayssa Leal! Só que, o mundo dos esportes assim como a vida, lidam sempre com O IMPONDERÁVEL!

Eu até “acho” que os juízes roubaram o Medina nas notas dos dois aéreos! Mas, como em surf não tem VAR, Ítalo Ferreira, que começou surfando sobre uma tampa da caixa de isopor que seu pai usava para vender peixes e sustentar a família, nos ensinou que as adversidades nos fazem mais fortes! No surfe tem o surfista, tem a prancha e tem, TAMBÉM, O MAR!

As ondas nem sempre são perfeitas! As águas nem sempre são transparentes ou verdes esmeralda! Porém, parafraseando o poeta: “- Surfar é preciso!”


Rayssa Leal e Ítalo Ferreira, Prata e Ouro na estreia Olímpica são representantes de um NORDESTE que “não arrega!” Rio Grande do Norte/Maranhão. O filho do peixeiro mostrou ao mundo a alquimia de transformar isopor em ouro mesmo quando o mar não tá pra peixe!

E na terra do IMPERADOR, a nossa Fadinha de 13 anos foi lá manobrando como gente grande e fincou a bandeira de IMPERATRIZ! Geração “nem nem!” Que nada! A juventude brasileira, nordestina, maranhense, quer e necessita mesmo é de OPORTUNIDADES!

E quando se juntarem o poder público e a iniciativa privada num grande projeto de promoção nacional jovem, desaparecerão os preconceitos e aparecerão os talentos significantes dos pódios da vida!

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