O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já bloqueou do seu perfil no Twitter 69 jornalistas e outros seis veículos de comunicação. Os dados são de um levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) divulgado ontem.

Segundo a pesquisa, Bolsonaro vetou, em ordem cronológica, os sites The Intercept Brasil, DCM, Aos Fatos, Congresso em Foco, Repórter Brasil e O Antagonista. O filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), também bloqueou três veículos de imprensa de suas redes sociais.

Outras duas autoridades, o deputado estadual Gil Diniz (sem partido) e o secretário especial da Cultura Mário Frias, também barraram veículos de imprensa de acessar seus perfis. Em comum, todos os políticos compõem o governo ou são da base de apoio.

Ao todo, aponta o levantamento da Abraji, foram 10 veículos jornalísticos impedidos de acessar as redes sociais destas autoridades.

No caso de Carlos Bolsonaro, foram bloqueados o perfil do UOL Confere e Congresso em Foco. A equipe de checagem do UOL chegou a questionar o vereador sobre o bloqueio, mas não obteve retorno.

O levantamento também diz não ser claro o motivo do bloqueio ao Congresso em Foco. Carlos Bolsonaro barrou o perfil após movimento do próprio pai, em 11 de junho de 2021 —no mês anterior, o site havia publicado um edital em defesa do impeachment do presidente.

Já o deputado estadual Gil Diniz decidiu bloquear o UOL Confere após checagem mostrar que o parlamentar, conhecido como Carteiro Reaça, omitiu informações em um post no qual defendia a atuação do governo durante a compra de vacina da Pfizer.

Ainda segundo o levantamento, o secretário Mário Frias bloqueou a Ilustrada, caderno de cultura da Folha de S.Paulo, e jornalistas que participam da cobertura de seu mandato, após publicação de uma série de reportagens sobre o desmonte de uma comissão da sociedade civil que analisava projetos no âmbito da Lei Rouanet.

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