O Governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou nesta sexta-feira (12), novas medidas de combate ao novo coronavírus no estado. Na Grande Ilha, bares e restaurantes não poderão funcionar entre os dias 15 e 21 de março e igrejas poderão funcionar com limite máximo de 30%. O governador também anunciou que o decreto em vigor será prorrogado até o dia 21 de março, mantendo, por exemplo, a suspensão das aulas presenciais e trabalho presencial em servidores estaduais.

Devido às restrições, o governo anunciou a criação de dois auxílios emergenciais estaduais. Um para o setor cultural de São Luís no valor de R$600 e para bares e restaurantes da Ilha no valor de R$1000 a ser creditado no dia 19 de março.

Além disso, foi anunciado que serão implantados mais leitos em São Luís e nos municípios do interior. Em municípios que já atingiram o seu limite de expansão de leitos, será implantado novos hospitais de campanha. Sobre as vacinas, Dino disse que agora os municípios precisarão registrar a aplicação de 70% das vacinas recebidas para que possam receber mais doses.

Apesar do aumento da transmissão e óbitos no Maranhão, Flávio Dino esclarece que ainda não chegamos no patamar de abril e maio de 2020, mas que é necessário cuidado para evitar que o estado chegue novamente ao pico de casos.

“Passamos vários meses com zero óbitos. Hoje giramos em torno de 30, 35, 38 mortes, o que faz com que o Maranhão esteja ao lado da maioria dos estados brasileiros com crescimento de óbitos nesse momento. Porém, mesmo com o aumento de óbitos, continuamos sendo o estado com menos registro de mortes”, explicou.

Sobre o Sistema de Saúde, o governador explicou que houve aumento no número de leitos e também um aumento nas internações, porém ainda não há risco de colapso. “Estamos com uma pressão nos leitos hospitalares. Contudo, com os novos leitos, conseguimos estabilizar a taxa de ocupação na casa dos 80% na UTI e 65% nos leitos de enfermaria”.

O governador também comentou sobre a possibilidade de compras da vacina Sputnik V pelos estados. Ele esclareceu que está prevista para hoje a assinatura do contrato pelo Ministério da Saúde.

“Aquilo que seria uma aquisição direta se transformará em uma aquisição do Programa Nacional de Imunização. Caso o Ministério da Saúde não efetue essas compras hoje, a decisão é que cada estado fará suas próprias compras. Caso a assinatura se confirme, além das duas vacinas que temos hoje em uso no Brasil, nós teremos uma terceira vacina: a Sputnik V, vacina russa, sob o comando do Ministério da Saúde, que é o certo. Nós não queremos um salve-se quem puder, nem medidas individualistas”, disse.

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