Foi num dia como hoje – 24 de fevereiro de 1932 – que o Código Eleitoral Brasileiro passou a assegurar às MULHERES o direito de VOTAREM! Vale ressaltar que apenas mulheres casadas devidamente autorizadas pelos maridos e/ou viúvas abastadas gozavam de tal regalia.

De lá para cá, muitos avanços na direção de conquistas cidadãs têm contemplado as mulheres brasileiras, apesar de que muito ainda esteja por ser ratificado nas leis e pelos costumes.

As cotas eleitorais (30% de mulheres nas composições das chapas), as leis que promovem a equiparação salarial e similares, representam pontos significativos de vanguarda social. E ao mencionarmos “vanguarda”, é importante destacar que, na questão específica do voto feminino, o Brasil foi vanguardista em relação a nações ditas “mais desenvolvidas” como, por exemplo a França, que só conferiu às suas cidadãs tal direito em 1944 e Suíça – 1971.

Votar e ser votada é tanto direito quanto dever cidadão. E a comemorar no dia de hoje, MENOS os 99,17% de rejeição da Karol Comk e Muito mais os 100% da professora Celina Guimarães, nordestina, brava e forte, que mesmo antes de 1932, no Rio Grande do Norte em 1927, por conta de uma lei estadual que anulava a distinção de sexo para fins eleitorais, tornou-se a primeira mulher a votar em toda a América Latina.

Por: Fábio Câmara

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