O secretário de Saúde do Maranhão e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, afirmou nesta terça-feira (16), durante entrevista, estar preocupado com a nova cepa do coronavírus.

“A gravidade da situação de Manaus, quando a gente conversa com o secretário do Amazonas, aparenta que a nova cepa tem dois problemas: é mais transmissível e há casos de reinfecção mesmo em quem já teve a covid. Então aqueles que tiveram a covid-19 não estão imunes a essa nova cepa (…) de fato, é muito grave”, disse.

Carlos Lula acredita que é muito provável que a transmissão dessa nova variante já está presente no Brasil inteiro, inclusive de maneira interna nos estados. “A gente pode estar falando de uma terceira onda com a nova variante”.

O secretário também falou sobre a ausência de imunizantes no Brasil. “Infelizmente essa era a previsão que a gente fez quando olhou o número de vacinas disponíveis. A gente está pagando o preço por apostar em uma só vacina e não seguiu os países mais desenvolvidos que apostaram em várias vacinas. Agora quando a gente vai tentar fazer a compra ou temos pouquíssimas doses ou as vacinas não são para agora”, explicou.

Para ele, a vacinação intermitente deve durar pelo menos até o fim do primeiro semestre e dificilmente o Brasil vai conseguir imunizar metade da população até lá, como afirmou recentemente o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “No ritmo que a gente vai parece que isso não vai acontecer, não me parece possível”, disse.

Sobre a postura da população, ele disse que “parece que a sociedade já normalizou a doença. É uma situação alarmante e gravíssima”. Ele finalizou dizendo que “o Ministério da Saúde tem que estar focado em adquirir mais vacina para imunizar mais gente”.

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